O Serviço de Emergência Rádio é uma estrutura abrangente, desenvolvida no âmbito do setor civil/privado, destinada a responder às consequências e aos danos resultantes de fatores de risco de origem natural, tecnológica ou mista, atuando ao longo de todo o ciclo da catástrofe.
Embora alguns componentes desta estrutura sejam de caráter geral, destacam-se os seguintes domínios que caracterizam a atuação do Serviço de Emergência Rádio:
- Prevenção:
- Adoção de medidas destinadas à mitigação dos efeitos dos riscos, através de ações de informação, sensibilização e formação das populações.
- Preparação:
- Implementação de medidas previamente definidas para assegurar que grupos e indivíduos estejam preparados para reagir em situações de emergência. Inclui a criação de protocolos de ajuda mútua, inventários de recursos, bem como a realização de treinos e exercícios no âmbito das telecomunicações de emergência.
- Resposta à emergência:
- Adoção imediata de medidas após a ocorrência de um desastre, por um período limitado, orientadas prioritariamente para salvar vidas, prestar assistência às vítimas e prevenir o agravamento das perdas e danos.
- Nesta fase pode também ocorrer a mobilização de meios e recursos, com estabelecimento de avisos, alertas e diretivas, bem como a prestação de auxílio às populações afetadas.
- Reabilitação:
- Implementação de medidas destinadas à reposição da normalidade da vida das pessoas nas áreas afetadas por acidente grave ou catástrofe.
Esta é a nossa organização operacional, que se encontra em prontidão 24 horas por dia, baseada num trabalho 100% voluntário.
Atualmente, a nossa Associação conta com cerca de 45 voluntários, distribuídos de Norte a Sul do país, com o objetivo de assegurar uma rede alternativa de telecomunicações em situações de catástrofe que possa cobrir grande parte do território nacional.
Durante o período de verão, mantemo-nos igualmente em prontidão para apoiar o Dispositivo de Combate aos Incêndios Rurais, realizando ações de vigilância e patrulhamento durante o período crítico.
Em situações de incêndios de grandes dimensões, após articulação com a Autoridade nacional de Emergência e Proteção Civil procedemos à mobilização dos voluntários e deslocamo-nos para o terreno com o objetivo de instalar rapidamente postos de telecomunicações nas zonas onde o incêndio se possa propagar, prevenindo o isolamento de povoações e falhas de comunicação, contribuindo assim para a minimização da perda de vidas devido à ausência de telecomunicações.
A nossa associação atua com base num Plano Nacional de Operações e Telecomunicações sempre em articulação com as entidades competentes em matéria de proteção civil.
Desde 1995 a nossa associação tem colaborado em vários eventos reais como o terramoto na Ilha do Faial em 1998, tempestades no ano 2009, 2011 e 2013, incêndio do Caramulo em 2013, incêndio de Pedrógão Grande em 2017, furacão Leslie em 2018 furacão Pablo e Lourenço em 2019 (ponte de redundância de telecomunicações entre os Açores e Continente), mais recentemente apoio como ponte de redundância de telecomunicações entre os Açores e Continente durante a crise sísmica, e já no corrente ano prestámos apoio a diversas populações nos concelhos da Marinha Grande, Leiria e Alvaiázere na passagem da tempestade Kristin.
A nossa Associação trabalha de forma “Low Profile” ou seja trabalhamos de forma discreta/reservada apenas nos focamos na missão e não em querer chamar a atenção e estar fora dos holofotes, daí não se encontrar praticamente nenhuma informação pública sobre o nosso trabalho.
